20080506

NÚCLEO SPORTINGUISTA DO CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ = 14 ANOS DE VIDA !

NÚCLEO SPORTINGUISTA DO CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ

= 14 ANOS SEMPRE A CRESCER! =

Desde 1992 que, da parte de alguns Sportinguistas "de gema", se ouvia falar da hipótese de fundar uma delegação ou núcleo do Sporting Clube de Portugal na Figueira da Foz.

E se assim o pensaram melhor o fizeram: -Foi inaugurada em 7 de Maio de 1994 (faz esta 4ª Feira 14 anos!) o Núcleo Sportinguista do Concelho da Figueira da Foz pelo sr. presidente do SCP Sousa Cintra, ladeado por várias personalidades do universo do Clube e também por figueirenses ilustres.

Situado naquela que foi a sua primeira sede, na rua da Fonte, mudou-se dois anos depois para a actual sede, 50 metros mais acima, na esquina onde antigamente se situava um bar de nome "Fogeiro" (rua Praia da Fonte, 14).

Aqui começou a verdadeira ascenção, expansão e consolidação patrimonial que terá "terminado" já este ano, com a elevação do prédio e a implementação de todas as infraestruturas básicas de raiz (esgotos, electricidade e diversas ligações) com as devidas autorizações e inspecções exigidas por lei. A título de exemplo, a própria ASAE foi chamada para dar a sua abalizada opinião de como diversos aspectos da cozinha e do serviço de restaurante poderiam funcionar melhor.

E a propósito do restaurante: tem sido o suporte e o orgulho do Núcleo e da sua actual Direcção pois no dizer desta, "lutando" contra todos aqueles que sempre tentaram, com mentiras e 'dores de cotovelo', denegrir por vis palavras o esforço dos sportinguistas locais e que, obviamente, saíram derrotados", tem dignificado a gastronomia figueirense servindo o verdadeiro peixe da nossa costa, com qualidade e agrado dos muitos milhares que ali comem por mês, a preços condizentes e sem afrontar ninguém.

A variedade e frescura do peixe é convidativa: Sardinha assada, carapau grelhado, lulas grelhadas, cherne grelhado, massinha à pescador, arroz de polvo... e umas febras e entremeada para os mais novos! Preços? 7.50 €, incluindo pão ou broa e uma peça de fruta (6.50 € para sócios).

Aliás, são famosas duas ou três imagens de marca do Núcleo: ver pessoas a começarem a almoçar por volta das 11 horas da manhã, estar repleto logo a partir do meio dia com largas filas que chegam a dificultar o trânsito, e reparar que aí por volta das 17 horas ainda há quem esteja a acabar o repasto!

Foi com os pecúlios daqui amealhados que começaram por fazer as primeiras obras na nova sede; que depois a compraram bem como a todo o edifício; como a expandiram uma primeira vez; e como agora recentemente culminaram com o acrescento de mais um piso, águas-furtadas e terraço, faltando pequenos acrescentos que se encontram esperando as habitualmente demoradas licenças camarárias (o novo toldo, por exemplo).

Dando emprego a cerca de uma dúzia de funcionários (todos com contrato, destaque-se!) o NÚCLEO SPORTINGUISTA DO CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ é já um marco na cidade: é ver-se muitas vezes um carro parar e o condutor perguntar:

"-Desculpe, sabe-me dizer onde é que fica o restaurante do Núcleo do Sporting!?"

Com tomada de posse em 22 de Fevereiro de 2008, eis a constituição dos Corpos Directivos do NSCFF:

Assembleia Geral:
Presidente : Dr. Fernando Sansana;
Vice-Presidente : Dr. Joaquim Oliveira Alves Cant
ante;
Secretário : José Antóni
o Santos Machado.

Conselho Fiscal:
Presidente : Paulo António Silva Francisco;
Secretário : Joaquim Sousa Martinho;
Relator :
Anibal José de Matos.

Direcção:
Presidente : Dr. Arlindo Ribeiro;
Vice.Presidente : Dr. Fernando Ferraz Sousa;
Tesoureiro : José António
Santos;
Tesoureiro substituto : J
osé Dias Afonso;
Secretário : João Manuel
Ferreira Rola;
Secretário substituto :
Adélio Simões dos Santos.

Vogais:
1º Vogal : Mário Gonçalo Cabeço;
2º Vogal : Francisco Alves Sousa;

3º Vogal : Agostinho Andrade Henriques;
4º Vogal : Silvério V. Ferreira Menezes;
5º Vogal : Miguel Alberto Martins Pereira.

Foto 1 - Emblema da Sede; Foto 2 - A sede; Foto 3 - O Presidente Arlindo Ribeiro e José Afonso; Foto 4 - José António, a alma do núcleo; Foto 5 - A "sala José António"; Foto 6 - O quadro do Leão; Foto 7 - Uma das salas de refeições; Foto 8 - Ementa diária; Foto 9 - Pessoal da cozinha: a Valentina, Viurica e o Pedro (mais o Marcos que não consta na foto); Foto 10 - Pessoal das mesas - Carla, Manuela, Edmundo e São (mais a Cátia, Carlitos, Noémia e Salomé que não constam na foto); 11 - Aspecto da esplanada; 12 - No terraço com Arlindo Ribeiro; 13 - Emblema de azulejos situado na frontaria do prédio.

20080409

Photobucket
40 livros e obras diversas completas
de 22 autores famosos
traduzidos para português



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Alexandre Dumas Filho A Dama das Camélias (Ler)
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Antero de Quental
Antologia (Ler)
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António Aleixo
Quadras Populares (Ler)
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Bernardo Guimarães
A Escrava Isaura (Ler)
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Bocage Sonetos e outros Poemas (Ler)
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Camilo Castelo Branco Amor de Perdição (Ler)
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Dante Alighieri A Divina Comédia (Ler)
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Eça de Queiroz A Cidade e as Serras (Ler)
Os Maias (Ler)
O Crime do Padre Amaro (Ler)
A Relíquia (Ler)
Contos (Ler)
O Primo Basílio (Ler)
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Fernando Pessoa Poemas (Ler)
Livro do Desassossego (Ler)
O Banqueiro Anarquista (Ler)
Cancioneiro (Ler)
Mensagem (Ler)
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Florbela Espanca Poemas Seleccionados (Ler)
O Livro d'Ele (Ler)
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Gil Vicente Auto da Barca do Inferno (Ler)
Auto da Alma (Ler)
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Johann Wolfgang von Goethe Fausto (Ler)
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José Saramago Este Mundo da Injustiça globalizada (Ler)
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Júlio Verne A Volta ao Mundo em 80 Dias (Ler)
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Luis Vaz de Camões Os Lusíadas (Ler)
Sonetos (Ler)
Redondilhas (Ler)
Canções e Elegias (Ler)
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Machado de Assis Dom Casmurro (Ler)
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Mário de Sá-Carneiro A Confissão de Lúcio (Ler)
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Miguel de Cervantes Don Quixote Vol.1 (Ler)
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Oscar Wilde A Esfinge sem Segredo (Ler)
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Pero Vaz de Caminha A Carta (Ler)
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Voltaire A Princesa de Babilónea (Ler)
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William Shakespeare Rei Lear (Ler)
Romeu e Julieta (Ler)
MacBeth (Ler)
O Mercador de Veneza (Ler)
A Comédia dos Erros (Ler)

20080404

HISTORIAL SPORTING CLUBE FIGUEIRENSE

HISTORIAL DO
SPORTING CLUBE FIGUEIRENSE

Em 1918, na Figueira da Foz, existiam apenas dois clubes, ambos com sede na zona sul da cidade: a Associação Naval 1º de Maio e o Ginásio Clube Figueirense. A actividade destes clubes era quase nula devido à crise provocada pela Primeira Guerra Mundial, que obrigou muita gente ligada ao desporto a ir para África e França. Aliás, o Ginásio Figueirense ainda se ressentia das duras consequências do recente incêndio que destruiu a sua sede em 1914.

Nesse tempo o jardim era um espaço perigoso. A sua travessia era desaconselhada especialmente a horas tardias, o que fazia com que o Bairro Novo tivesse uma vida de certo modo isolada da parte baixa da cidade. Assim, e por muito que se sentissem atraídos para o Ginásio ou a Naval, e também pela distância, iluminação escassa e ainda pela autoridade paternal que se fazia sentir nalgumas famílias e que impunha o regresso a casa a horas decentes, contribuiu para que os rapazes do Bairro Novo começassem a pensar na formação de um clube desportivo nessa zona nova da cidade.

Num recinto localizado na rua Miguel Bombarda, conhecido pelo campo do Gualdino, os jovens ensaiaram os primeiros pontapés na bola, seguidos de jogos-treino com o Grupo Operário (que nasceu entre os aprendizes das oficinas Mota de Quadros).

Em Julho de 1918 a Gazeta da Figueira e a Voz da Justiça publicam as primeiras noticias sobre alguns jogos no campo da Murraceira entre dois novos clubes, precisamente o Sporting Figueirense e o Sport Grupo Operário. Estas são as únicas referências da época, nos jornais locais, referentes ao Sporting Figueirense. Mas a actividade desportiva terminou com o começo do Verão pois com o início da época balnear os bailes, os cinematógrafos e os bailes no Casino dominavam a atenção dos jovens.

Terminado o Verão de 1918 surge convictamente a ideia de fundar um Clube. Em data não determinada com exactidão mas fazendo fé na Imprensa da época, terá sido em princípio de Novembro que se terá realizado uma primeira reunião em casa de Arménio Rodrigues, que morava na Rua do Paço. Os presentes pretendiam reactivar a ideia de fundar um clube para a prática de futebol, agora com a designação aumentada para Sporting Clube Figueirense.

Feitas eleições, foi nomeado para presidente Joaquim Nogueira; para tesoureiro, António Sousa; 1º secretário Arménio Rodrigues e 2º secretário Álvaro Assunção. Foram estes os primeiros dirigentes da nova colectividade.

Estava fundado definitivamente o Sporting Clube Figueirense, como consta de uma nota da Gazeta da Figueira datada de Novembro de 1918.

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Como já se percebeu, o futebol era a única modalidade e assim eram frequentes os jogos com a Naval, o Ginásio, o Sport Progresso, o Operário Conimbricense e o União de Coimbra, entre outros.

A primeira crise directiva surge passado pouco mais de um ano, em Fevereiro de 1920. É eleita uma nova direcção liderada por Joaquim Fialho, que encarrega o primeiro secretário de elaborar os estatutos, que posteriormente foram aprovados em Assembleia Geral e que consignava mais três elementos. O número de sócios chega à centena e o entusiasmo era enorme.

O futebol, naquela altura e tal como hoje, dominava as atenções desportivas. Impunha-se uma organização oficial. Em Março de 1921 é criada a Associação de Futebol da Figueira da Foz, na qual o Sporting Figueirense era representado por Mário Penicheiro e Adelino Santos.

A 10 de Junho de 1921 o SCF dá mais um passo importante na sua ainda curta existência. Com sede na Rua da Fonte, é obrigado a sair porque as instalações só são cedidas apenas durante o Inverno, pois no Verão essas mesmas instalações eram alugadas a banhistas, reservando-se para o clube apenas um quarto. Mudaram-se então para o edifício do mercado Engenheiro Silva, onde havia bilhar, mobília, salas amplas e gabinetes. A renda da casa era de 300 escudos e até existia uma sala própria para reuniões, um luxo na época.
Aviva-se o entusiasmo clubístico, passando rapidamente para cerca de trezentos sócios, e a vida do clube ganha outras perspectivas. Sucessivas camadas de entusiastas engrossam as fileiras sportinguistas e os próprios quadros dirigentes valorizam-se com individualidades de destaque da sociedade figueirense.
A 1 de Dezembro de 1921 realizou-se aquela que terá sido a sua primeira festa de aniversário, três anos de existência! A Filarmónica 10 de Agosto interpretou pela primeira vez o Hino do Sporting, composto por Joaquim Nogueira. Esta primeira grande data do Sporting encerrou, de certa forma, o periodo embrionário do clube.


Se foi claramente no 1º andar da casa do mercado que o Sporting se robusteceu, a mudança em Abril de 1923 para a rua dos Combatentes foi um passo decisivo na vida do clube.
Segundo relatos da imprensa da época, as obras de adaptação numa casa que não era propriedade do clube elevaram-se a uma soma excessiva, que durante anos pesou no orçamento do clube e suscitou algumas assembleias gerais agitadas.
Tudo isto fez quebrar o entusiasmo causado pela mudança para uma casa que era a melhor dos clubes locais, tendo o Sporting atravessando um periodo difícil.
A crise de crescimento fez-se notar mas, graças à acção de novas camadas de dirigentes, conseguiu forças para se manter, numa época em que todos outros recentes grupos figueirenses que se uniram não o conseguiram. Esses dirigentes foram Henrique Cardoso, António Mendes do Amaral, Emanuel Cruz, Armando e Henrique de Morais, Jaime Neto Pereira, major-aviador Humberto da Cruz e Alberto Machado, entre outros.
Com gente nova dotada de grande ambição, imaginação e espírito de iniciativa, apareceram novas modalidades. O clube inicia e impulsiona na Figueira a prática do ténis de mesa e do basquetebol, intensifica a natação e o atletismo (a imprensa da época classifica os torneios nacionais e organizados pelo SCF como memoráveis), é criada uma biblioteca (a melhor e mais movimentada da cidade), surge também o tiro de guerra e de sala e um grupo de teatro dramático dá os primeiros passos.

Entre 1921 e 1952 muita coisa acontece, com o Sporting a desempenhar um papel preponderante na cultura e no desporto da Figueira da Foz:

Futebol:
O futebol foi, como já se disse, a modalidade que originou a fundação do SCF. Nesse tempo a modalidade era encarada, acima de tudo, como um modo de fazer exercício físico, que a juventude procurava com paixão, e a sua prática tinha lugar no Campo da Murraceira.
Na época 1921/1922 o clube dispunha de uma das melhores equipas do Distrito empatando mesmo com a Naval 2-2 num jogo cuja receita foi destinada à obra da Figueira. A grande referência da equipa é António Cardoso que durante 13 anos consecutivos serve, abnegado, o seu clube do coração, com muitas chamadas a selecções regionais e distritais conforme reza a imprensa da época.
A 26 de Novembro de 1922 é inaugurado o Campo da Mata.
A 1 de Dezembro de 1923, com uma das maiores enchentes que a Mata alguma vez registou, o Casa Pia, um grande clube daquele tempo, participou nas comemorações do 5º aniversário tendo vencido o Sporting por 0-6. A receita reverteu, mais uma vez, para uma instituição de beneficência, a favor da construção de um sanatório para empregados telégrafos-postais.
Em Abril de 1924 o SCF ganha à Naval por 3-0 e vence o 1º campeonato da Figueira. A imprensa relata o jogo como sendo o mais sensacional de todos os jogos de futebol realizados até então na Figueira.
As vitórias sucediam-se e a qualidade das equipas do SCF era bem reconhecida, como o demonstra a participação em alguns jogos com equipas de Badajoz.
Em 1937 a Associação de Futebol de Coimbra tomou uma decisão com péssimas consequências para o futebol figueirense, ao dissolver a Delegação local da Associação. Pelo facto de o SCF ter reclamado de forma enérgica tal decisão, foi eliminado nessa época das provas oficiais. A partir dessa data a modalidade do clube passou por altos e baixos sem o fulgor de outros tempos. Foi sem surpresa que na época 1949/1950 o Sporting deixou de se inscrever nos jogos oficiais.
Interessante e sintomática esta frase transcrita de um Boletim da época e que pode perfeitamente adaptar-se nos nossos dias a muitos clubes:
"Aguardamos agora que o futebol português encontre uma fórmula consentânea com a existência de um amadorismo progressivo e entusiasta".

Natação
Em Junho de 1923 inicia-se a prática de natação e em 1927, com a receita de um sarau dramático-desportivo, o clube aluga uma casa numa das avenidas onde instala uma escola de natação. A modalidade tem muitos adeptos e praticantes e não admira que, em 1934, um clube de Badajoz se desloque à Figueira da Foz para participar num festival com os clubes locais.
O SCF forma, entretanto, uma numerosa e competitiva equipa de infantis e principiantes que, em 1936, participa em Coimbra num festival integrado nas comemorações do IV Centenário da Rainha Santa e vence a Taça Associação Comercial de Coimbra. Estes êxitos incentivam os dirigentes da necessidade de construir uma piscina de madeira a exemplo das que já existiam em algumas cidades de Portugal e Espanha, que foi inaugurada em 1937 na Murraceira.
Alguns anos depois, com o desaparecimento da piscina, o interesse pela natação diminuiu, e as competições, a pouco e pouco, deixam de se realizar. Felizmente que um dedicado e prestigiado dirigente do SCF, de seu nome Augusto Silva, surpreendeu tudo e todos ao dotar a cidade de uma piscina moderna para a época, e dá um enorme impulso à modalidade que, desta forma, se mantém por mais alguns anos.

Campismo
Outra modalidade de grande prestígio foi o Campismo, com muitos sportinguistas a iniciarem a sua prática em 1941. Mas só no ano seguinte é que o clube a considerou como "Secção", integrando-a no ecletismo desportivo do Sporting cujos praticantes, segundo relatório, constituíam já um apreciável número. Em 1943 apareceram os primeiros dirigentes nomeados pela Direcção: Jaime Cardoso, Ângelo Gil e Jorge Cruz.
Os acampamentos sucediam-se não só na Serra da Boa Viagem como também em vários locais do País, com a modalidade a ser elogiada por muitos que visitavam a cidade. Inclusivamente, como reconhecimento ao mérito da modalidade no clube, um dos acampamentos é visitado pelo Director Geral dos Desportos, a 13 de Agosto de 1944, que colheu a melhor das impressões. Na sequência a Comissão Municipal de Turismo atribuiu um subsídio de 25 mil escudos.
Em Agosto de 1946 o Sporting Clube Figueirense adquire o terreno para a Casa Abrigo na Serra da Boa Viagem, e em 1950 têm inicio as obras da sua construção. O projecto é de António Pires Sangalho que o antigo desportista do clube Eng. Muñoz de Oliveira subscreve.
As obras seguem a bom ritmo. Para fazer face a despesas inadiáveis, a Comissão Municipal de Turismo concedeu um novo subsídio de 3 mil escudos, os dirigentes da Federação visitaram as obras e prometem o seu apetrechamento, e pouco depois Sua Excelência o Subsecretário da Educação Nacional concedeu também um subsídio de Expansão Desportiva de 10 mil escudos, com o qual o edifício foi concluído em 1951.
A Casa Abrigo do Sporting Clube Figueirense é inaugurada a 8 de Junho de 1952.
No Boletim Comemorativo da sua inauguração pode-se ler: "Mercê de preciosos subsídios das entidades oficiais, dos donativos valiosos de bastantes figueirenses simpatizantes da modalidade e da dedicação intraduzível de tantos sportinguistas, o sonho da Casa Abrigo transformou-se numa consoladora realidade".

Basquetebol
No basquetebol recorda-se o passado brilhante e que deve ser motivo de orgulho de todos os sportinguistas, não fosse ter sido o primeiro clube a praticar a modalidade. Foi em 1929 graças ao espírito empreendedor de Raul Martins e Henrique Cardoso, entre outros.
Em 1931 têm inicio as provas oficiais e o SCF vence o 1º campeonato da Figueira.
Desde essa data até ao nossos dias o basquetebol tem sido, muito provavelmente, a modalidade mais acarinhada por todos aqueles que vivem e sentem com paixão o clube. E o passado recente fala por si, com a conquista de muitos títulos nacionais e regionais e com dezenas de atletas nas mais diversas selecções, algumas delas nacionais. De alguns anos a esta parte o clube tem-se destacado mais incisivamente no basquetebol feminino, ocupando um espaço importante na modalidade junto das jovens figueirenses que gostam da modalidade.

Ecletismo
Contudo o ecletismo do SCF, ao longo de nove décadas, não se ficou somente por estas mais sonantes modalidades.
Também o ciclismo, o atletismo, pesca desportiva, teatro, xadrez, tiro de guerra, tiro de sala, voleibol e o ténis d mesa fizeram parte de um rol de actividades praticadas com maior ou menor regularidade na colectividade que, embora com menor expressão, não deixaram de ser importantes para o desenvolvimento fisico e psíquico de muitos milhares de jovens, prestando por isso o Sporting Clube Figueirense relevantes serviços à juventude da cidade da Figueira da Foz.

(Historial do Sporting Clube Figueirense. Extractos do discurso do Orador Oficial Vitor Coelho, Presidente da Junta de Freguesia de São Julião, e lido em Sessão Solene comemorativa do 89º aniversário da colectividade, realizada na Assembleia Figueirense em 07/Dezembro/007. Compilação de António Flórido)
SPORTING CLUBE FIGUEIRENSE
Video comemorativo do 80º aniversário = 1918 / 1998
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